Opinião – v2018

Post voltado a opinião sobre diversos assuntos, principalmente à análise político-econômica do Brasil, pelo olhar de um cidadão crítico, amador em Economia e Política, mas sensível às manifestações do povo brasileiro.

QUAL O VERDADEIRO PROBLEMA DO BRASIL?

Há um aspecto que, acredito, precise ser analisado com muita seriedade por qualquer um que passe a ocupar um cargo no Executivo no Brasil, seja em nível municipal, estadual ou federal, principalmente este último, cuja visibilidade no exterior e mesmo em nível nacional, é maior. Que aspecto é esse? A mania que o Brasil tem de querer ser o que não é, ou seja, ser vaidoso. A mania de querer mostrar para o mundo algo que não existe no país, que é uma profunda desigualdade social aliada a um nível elevado de irresponsabilidade fiscal. O país abraça projetos com a simples finalidade de posar  para os holofotes, e a isso junta-se um discurso de convencimento da população e até de órgãos internacionais.

Não há necessidade de extensa análise para sabermos que o sustentáculo de uma economia é a produção. E quando uma economia se apoia na distribuição de esmolas (no Brasil, aderiu-se ao termo Bolsa), sem exigir uma contrapartida econômica, produtiva, da parte da população, é fácil prever que, mais cedo do que tarde, essa economia vai se arruinar. O que se vê no Brasil é um alto investimento em setores que não têm sustentabilidade. Exemplos recentes: a realização da Copa do Mundo e Olimpíadas.

Assim, caso o próximo presidente do Brasil, e próximos chefes do Executivo país a fora, não se atentarem para o fato de que precisam analisar de forma séria os investimentos, medindo o retorno, o legado desses, certamente contribuirão para uma piora das condições de vida da população.

Enfim, abaixo a vaidade! Gastar o que não tem apenas para mostrar ao mundo qualidades e competências que o país não possui, provoca a situação que ora vivenciamos. Quem quer produzir não consegue por conta da burocracia; quem quer trabalhar não consegue por causa do pequeno investimento e por aí vai.

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