• O PREÇO DO VOTO

Oliveira dos Brejinhos (BA), 15 de Novembro de 2020 – 14:05:14

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Forçaram-me a votar, então vou cobrar meu preço: apresentar minha reduzida lista de reivindicações aos nossos representantes. Tenho sobre quem vai me querer mais como votador, mas já que provocaram, aí está!

Tem uma maiorzinha no link abaixo:

O PREÇO DO MEU VOTO – VERSÃO FULL

  1. Em minha opinião, o primeiro ato do gestor eleito e sua equipe, e também dos vereadores que sejam alinhados com os projetos do mesmo, será vitaminar Oliveira dos Brejinhos. A cidade apresenta nos últimos tempos uma anemia existencial. Está faltando vida, cor e, especialmente, um olhar cuidadoso, em cada milímetro deste chão. São buracos, calçadas sujas, mal cheiro em alguns locais… Entretanto, digo-lhe uma coisa  também: não adianta esperar pela gestão, que não poderá garantir mudança alguma se não tivermos uma atitude real, forte, interventora da comunidade em geral. Quando ouço um cidadão falar “eu espero”, pra mim já está começando o fracasso. Na verdade não temos que esperar: temos que participar, nos interessar pelo que queremos de melhor para nossa cidade e nosso município como um todo. Torcer não faz time ganhar: a atitude e competência dos envolvidos no jogo, sim.
  2. Licitar logo de início, brochas (de pintura), rolos (também de pintura, não confusão), dezenas, centenas de latas de tinta, pincéis, massa corrida, e vamos sair pintando o sete, o oito, pra cidade e povoados ficarem dez. Desperdício? Não! A cidade e os povoados bem cuidados, apresentáveis, vitrines, com certeza voltarão a chamar a atenção da região e por que não, do Brasil.
  3. Recuperação das máquinas e veículos diversos da frota municipal – Se há uma reivindicação minha e creio que da maioria é ter tranquilidade de circular pelo município com rapidez, sem comprometer seus veículos. Claro que o foco principal é a mobilidade, especialmente em urgências, seja de saúde ou ocorrências policiais. O certo é que se o município der atenção a este item, creio que 50% dos moradores da sede e interior ficarão satisfeitos;
  4. A emblemática via de entrada na cidade, a Av. Eng.º Antônio Leite do Vale, com sua interminável reforma. Pelo amor de quem quer que seja, organizem essa via, a outra banda, a parte que fica dentro da cidade, revisem e eliminem alguns quebra-molas, pois se gasta o mesmo tempo do centro da cidade ao entroncamento quanto do entroncamento ao Beira-Rio. Os quebra-molas tornaram-se obstáculos para os veículos, mas principalmente para pessoas. Tudo isso após um cuidadoso estudo (como qualquer outra ação);
  5.  Representatividade em crise. É preciso que os representantes – chefe do executivo e o legislativo – estejam, nos diversos lugares, na rua, nas reuniões, em contato, com o povo;
  6. Diálogo sério em primeiro lugar (lideranças, população, câmara, municípios vizinhos…). O povo não precisa de gestores e legisladores debochados. O povo precisa de respeito, independente da circunstância.
  7. Formação de equipes de prestação de serviços e manutenção (estradas, limpeza, transporte, saúde, assistência…) e que não sejam mudadas diante de qualquer conversa ou vontade de aliados…
  8. Ouvir, ouvir sempre. Sabendo de algum fato ou conversa, chame o(s) envolvido(s) para conhecer sua versão e só após tomar as devidas providências;
  9. Oliveira dos Brejinhos precisa ser vista nos detalhes, com uma lente de aumento. A cidade está sofrendo de uma anemia com manchas. Pintar, reformar, manter, limpar…
  10. Revisão das lombadas, além dos encontros de uma rua com outra (principalmente cruzamentos), as depressões que costumam arrancar para-choques dos carros, colocar em risco a saúde do veículo e das pessoas… Na cidade, anda-se aos solavancos. É paralelo arrancado pra todo lado. Parece que está sofrendo de uma erupção em cadeia.
  11. Sinalizar, educar para o trânsito…
  12. Presenciar (eventos, reuniões, nas comunidades…). No momento em que o político (gestor ou não) começa a enviar representantes aos eventos e afins, desconfie! Logicamente que haverá momentos em que isso será necessário, principalmente se a popularidade do mesmo for elevada. Aí não dará conta dos convites e o envio dos representantes terá uma boa justificativa.
  13. Um obituário eletrônico, para que as pessoas, as lembranças, suas histórias, não se percam tão facilmente. Há vidas e  histórias que educam, que edificam. Portanto, considero um serviço à comunidade.
  14. Não tomar atitudes impensadas, a exemplo da demissão de um funcionário, secretário ou similar sem que a população entenda os motivos, especialmente nas áreas vitais, como Saúde, Educação e Assistência Social.
  15. Incentivo ao esporte, revitalização das quadras, dos campos de futebol, organização e participação em campeonatos, apoio dentro das normas e possibilidades… Há quadras sem vestiário ou banheiro, lanchonete… Provavelmente não será mais possível realizar eventos em ambientes assim, vide a atual Pandemia.
  16. Transparência total e irrestrita. Conservação dos serviços que foram criados, caso os mesmos sejam eficientes, e também conservar as empresas que prestam esses serviços, se idôneas, e o funcionários encarregados de determinados setores, sendo experientes e idôneos também. Desmontar equipes experientes em nome dos conchavos políticos é dar passos na direção contrária.
  17. Atenção ao povo, muita atenção ao povo. Nomeação de chefe de gabinete ou porta-voz, que sejam pessoas simpáticas, com conhecimento e carismáticas. A população está cansada de ser tratada com ironia, mediante rótulos, apelidos e expressões de agravo.
  18. Respeito e resgate às e das tradições.
  19. Diálogo com as escolas, especialmente parcerias entre estado/município. Nomeação de secretário que prime pelo diálogo, que se apresente e represente o município nos eventos, nos núcleos territoriais, em especial o NTE 02.
  20. Atenção à geração de emprego e renda. Apoio ao pequeno produtor, com cursos, centros de comercialização… O Parque Mandacaru tem uma localização invejável. É preciso cuidar, revitalizar. Esses cursos e experiências podem e devem ser realizadas ali, exceto aquelas que exigirem maiores acomodações. O projeto é bom, empregou-se dinheiro do público e precisa ser valorizado.
  21. Enquanto há demanda por vagas de emprego e estas estão sendo de certa forma supridas pelas empresas presentes no município, a gestão precisa se organizar para realizar concurso assim que essa demanda diminuir, pois todos sabemos que são fases. Assim, poderão daqui a 1, 2 anos, absorver parte dessa mão-de-obra que está voltando ao lar, ou seja, buscando auxílio na Prefeitura ou junto aos vereadores. Dos cerca de 800 contratos existentes, certamente conseguir preencher 60, 70% dessas vagas através de um concurso, será extremamente saudável para as finanças do município e, especialmente, para a qualidade dos serviços prestados à população, pois a rapaziada que está hoje em ação dentro das empresas, com certeza estarão mais preparadas para o atendimento e/ou execução de serviços. Quem sabe, organizar uma espécie de curso preparatório para essa gente, e também sobre Finanças e Empreendedorismo. Pensem nisso!
  22. Organização da feira livre. O risco de acidentes é iminente. Há espaço para se organizar estacionamentos, vide a largura das calçadas, em alguns pontos chegam a quase 4 metros, tamanho do carro popular, ao menos nas versões hatchback. Além do mais, é nessa praça onde se localizam as principais clínicas e laboratórios do município, o que necessita de uma atenção especial. Levantar a situação dos prédios, dos espaços ociosos, etc. O trânsito naquele local é confuso e arriscado. Definir áreas de carga e descarga, estacionamento somente em um lado da via e por aí vai.
  23. Revisão das praças (sede e povoados).
  24. Acesso às novas tecnologias (internet em pontos estratégicos, tipo praças também).
  25. Pontos culturais pela cidade (a Praça Carmerindo Pereira, por exemplo).
  26. Organização do tráfego em certos pontos da cidade/povoados. Atenção especial ao entroncamento dos entroncamentos (frente da Farmácia Mendonça), um caos.
  27. Atenção especial às entradas da cidade (Av. Eng.º Antônio Leite e das Oliveiras). Esta segunda – do Largo do Machado até as imediações da Igreja Palavra que Cura – precisa ser totalmente refeita, uma sugestão seriam canteiros laterais, para servir como uma espécie de drenagem. O plantio de vegetais que exalam perfume (como as rosas, por exemplo) ou mesmo um corredor de árvores frutíferas de pequeno ou médio porte ajudariam até mesmo na purificação do ar, tão castigado naquela parte da cidade, em consequência de projetos que não tiveram o resultado esperado (rede de esgoto). Água ali é o que não falta. O que não pode é continuar sendo a pista preferida para os praticantes de esportes radicais, off-road e motocross…
  28. Atenção às redes de esgoto (estação de tratamento);
  29. Atenção à questão da água (preservação de nascentes, tratamento da água, combate ao desperdício…)
  30. Centros de formação (cultura, profissões, oficinas práticas…).
  31. Catálogo municipal (nas redes, em folders…), especialmente valorizando os espaços produtivos, tais quais a região da serra, Chapada do Arroz, Riacho Frio, Boa Esperança…
  32. Atenção aos idosos, jovens e crianças.
  33. Apoio às iniciativas culturais (pelo menos um evento de relevância por ano, com festivais nos diversos formatos);
  34. Registro e divulgação de todos os fatos/ocorrências/realizações do município, com acesso livre da população (sites) e não somente em redes sociais que requerem login/senha (Facebook e seus filhotes: Instagram, WhatsApp…)
  35. Cuidado especial com os povoados vizinhos à BR-242, como portões de entrada e saída do município (Queimada Nova, Canabrava e proximidades ao Alto do Adão). Placas, propagandas, orientações, pontos de apoios e comércio; Combate à prostituição infanto-juvenil através de campanhas, visita às famílias…
  36. Revisão do entroncamento Brejinhos-Boquira.
  37. Atenção às construções e loteamentos irregulares. Há aqueles que já denotam um problema futuro, pouco espaço para as calçadas, largura das ruas. Um bom exemplo é a avenida que dá acesso à Escola Maria Eugênia (?). Após a pavimentação, há trechos em que cruzar com outro veículo oferece um grande risco, além do trânsito de pedestres (estudantes em sua maioria).
  38. Decretos sobre lixo, limpeza de terrenos bem como muradas nos que forem negociados. Sugestão: um ano para que todos os proprietários providenciem murar (pelo a parte que dá para as ruas) e limpar as suas propriedades. Não acontecendo isso, o município se encarregará de tal feito e lançará a despesa (parcelada) no IPTU dos proprietários.
  39. Tentar revitalizar o prédio do Colégio Cenecista, mesmo em caráter de comodato, acordo judicial…
  40. Atenção à iluminação das ruas;
  41. Atenção aos veículos (manutenção, retirada das ruas…).
  42. Atenção aos veículos da Prefeitura (conserto ou descarte de alguma forma).
  43. Criação de um laboratório (fazenda, sítio…) para experiências e trabalho, produção de alimentos saudáveis, estudo, visitação…
  44. Diálogo e atenção à Secretaria de Segurança Pública (deixar o capricho de lado e dialogar com a mesma e suas polícias); Implantação de um sistema de monitoramento com acompanhamento 24 horas (algumas ruas, cruzamentos, praças…)
  45. Combate à corrupção;
  46. Campanhas de conscientização nos diversos segmentos sociais (drogas, violência de modo geral, consumo consciente, prostituição, violência doméstica…)
  47. Ao construir algo, observar as possibilidades de manutenção, de preservação, de custos…
  48. A cidade/povoados não carecem de grandes obras, mas de revitalização e recuperação das que existem. O município precisa de um centro de cultura que abranja as várias áreas da atividade humana, um auditório decente, quem sabe um restaurante popular, um abrigo…
  49. Projetos como o da pavimentação da entrada da cidade (Entroncamento – Sede) devem se tornar casos de estudo. As inconsistências são enormes. A configuração dos espaços é caótica. Exemplo: há extrema dificuldade em manobrar um veículo de médio ou grande porte, pois a largura das ruas paralelas não permite. Uma visão extremamente limitada dos projetistas e/ou executores da obra. Finalizar essa obra emblemática. Sinalização dessa avenida, pintura das faixas e quebra-molas… Observa-se que a maioria dos acidentes ou ocorre na zona rural onde a fiscalização é mais pobre ou em quebra-molas. Afinal, 12 quebra-molas no espaço de 3 km é algo inimaginável. (Complemento ao item 2)
  50. Atenção às pessoas portadoras de doença de alto risco ou em situação terminal (impossível não se sensibilizar com o cidadão conhecido como Amado Batista, que viveu sua situação terminal praticamente nas ruas, sendo consumido por um câncer, sem receber a devida atenção, cuidado, exceto de uns poucos filhos de Deus…). A visão do Gestor tem que ser imparcial.
  51. Atenção ao suporte nas cidades para onde são encaminhadas pessoas com problema de saúde.
  52. Atenção ao conforto de familiares/cuidadores que pernoitam na praça em frente ao Hospital. Por que não ter um local próximo para acolher essas pessoas de forma decente?
  53. No quesito aparelhamento, rever hospital, ambulâncias, escolas, postos de saúde, departamentos administrativos do próprio município…
  54. Atenção aos artistas e às artes.
  55. Todo cuidado com o jogo de interesses, com aqueles que se aproximam para tirar proveito…
  56. Quem está ao seu redor, o que pensam, o que representa, a quem representam…?
  57. LEGALIDADE, LEGALIDADE, LEGALIDADE!
  58. DIÁLOGO, DIÁLOGO, DIÁLOGO!
  59. RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!
  60. Lembremo-nos: conflitos, discussões, divergências são aceitos durante o período de campanha, sem qualquer problema. O que nossos políticos têm que entender é que passam a ser funcionários do povo a partir da posse. E o povo não tem lado, nem partido: o povo tem necessidades, direitos e deveres.

Enfim, precisamos de nos sentir representados.

Outros Questionamentos:

  1.   Onde será a sede da Prefeitura? Será desmontada toda a estrutura que ora está funcionando (ou pelo menos aparenta)?
  2.   Vereadores, propaganda sem uma causa a defender? O que fizeram? O que farão? Quantos projetos apresentaram/apresentarão? Tem retórica? Quantos discursos em plenário? Quantos projetos apresentados? Orientar seus aliados com base nisto.
  3.   Meio-ambiente, cerâmicas, projetos de usinas, garimpos, minerações, caça e pesca predatória, reaproveitamento da água, desmatamentos nos leitos de rios, riachos, lagoas, reciclagem, qual o posicionamento, quais as ideias?

Por: Carlos Dourado